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Selma Lagerlöf

Selma Lagerlöf nasceu numa casa senhorial decaída (Märbacka), à qual nunca deixou de ser fiel, tendo publicado no fim da vida um livro de “memórias” da propriedade. A educação básica da futura escritora foi recebida em casa – ao agradecer o prêmio Nobel, ela homenageou o pai por ter lhe transmitido o amor pela palavra escrita –, e a formação de professora se deu em Estocolmo. Aos 33 anos, conseguiu publicar A saga de Gösta Berling depois de ganhar um concurso literário. O romance foi um sucesso imediato que a permitiu largar o magistério para viver de literatura.

Com uma produção literária volumosa, a escritora conjugou seu engajamento em várias causas, entre elas o feminismo, o pacifismo e uma efetiva ajuda a judeus para saírem da Alemanha durante a ascensão do nazismo. Foi graças a ela, por exemplo, que a poeta alemã Nelly Sachs, também Nobel de Literatura (1966), pôde escapar, ao lado da mãe, da deportação para um campo de concentração.

O espectro de assuntos abordados pela obra de Lagerlöf é vasto. Uma passagem pela Itália deu origem a Os milagres do Anticristo (1897), romance socialista ambientado na Sicília. A história de camponeses suecos que se mudam para a Palestina é o tema de Jerusalém, publicado em dois volumes (1901-1902). Concebido por encomenda como livro didático de geografia, o romance A maravilhosa viagem de Nils Holgersson (seguido por Novas viagens de Nils Holgersson, 1906-1907), que narra as aventuras de um garoto que voa na garupa de um ganso selvagem, tornou-se um grande sucesso, não só na Suécia, e foi traduzido para mais de cinquenta idiomas. Lagerlöf, que teve como companheira de vida a também escritora Sophie Elkan (1853-1921), morreu de uma hemorragia cerebral aos 81 anos, em sua estimada Märbacka.

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A saga de Gösta Berling

Selma Lagerlöf

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Ficha Técnica

Dimensão 17 x 23,50 cm
Editora Carambaia
Idioma Português
ISBN 978-65-86398-20-5
Número de páginas 416
Peso 790 gramas
Ano de publicação 2021
Acabamento e encadernação Capa dura com laminação
Tiragem 1.000

Sinopse

Encantador como um conto de fadas, A saga de Gösta Berling (1891) foi o primeiro livro publicado pela sueca Selma Lagerlöf (1858-1940), e ela, por sua vez, a primeira mulher a receber um prêmio Nobel de Literatura, em 1909. Esse romance incomparável, nunca publicado no Brasil, tem tradução direta do sueco de Guilherme da Silva Braga e traz um ensaio da escritora francesa Marguerite Yourcenar, autora de clássicos modernos como Memórias de Adriano e A obra em negro. Para Yourcenar, “esta primeira obra talvez seja a mais espontânea da grande escritora, um imenso hino à vida ao mesmo tempo que um canto de revolta inocente”. Nela, as memórias de infância de Lagerlöf estão muito presentes, ao evocar sua região natal, o distrito de Värmland, na fronteira com a Noruega, e sua experiência de crescer numa antiga casa senhorial.


 


Gösta Berling, um homem bonito, capaz de provocar paixões arrebatadoras, é um pastor destituído depois de alguns vexames provocados pelo alcoolismo. Rejeitado pela comunidade, torna-se mendigo e depois cavalheiro da casa senhorial de Ekeby, graças à compaixão de Margareta Celsing, a mulher mais poderosa de Värmland, controladora de sete fundições de ferro e amante do vinho e das cartas, e da mesa repleta de alegres convivas. Em pouco tempo, Gösta torna-se o “cavalheiro dos cavalheiros”, que sozinho era maior orador, cantor, músico, caçador, bebedor e jogador do que todos os outros 12 cavalheiros de Ekeby juntos.


 


Ao conceder o prêmio a Selma Lagerlöf, a academia sueca citou A saga de Gösta Berling: “A obra é notável não só por romper decisivamente com o realismo falso e insalubre dos nossos tempos, mas também por seu caráter original”. Pois é a ambientação assombrosa que mais se destaca no romance: uma natureza pungente que às vezes até emite voz, um lago deslumbrante, volta e meia congelado, campos nevados, árvores imponentes e o cerco de animais ameaçadores como ursos, linces, lobos, e também os mais dóceis, como cães, cavalos e corujas. A eles ocasionalmente se reúnem criaturas fantásticas, como trolls, duendes e a ninfa da floresta. Vários críticos contemporâneos veem nesse romance de estreia um precursor do realismo mágico.


 



Apesar do frio e das ameaças circundantes, os personagens do livro estão sempre dispostos às festas, à dança, à música – temas perfeitos para o estilo colorido de Lagerlöf. Cabe observar que, no título do romance, a palavra “saga” não tem o sentido mais conhecido, de épico medieval, e sim de fábula ou narrativa de peripécias, ricas em referências às tradições populares escandinavas.


 



Embora a presença do protestantismo seja recorrente, sobressai em A saga de Gösta Berling uma atmosfera panteísta, quase pagã. Em dado momento do romance, a narradora recomenda: “Quem pretende ver como as coisas se relacionam umas com as outras precisa se afastar da cidade e viver numa cabana solitária na orla da floresta”.



 


A saga de Gösta Berling foi adaptado para o cinema pelo diretor Mauritz Stiller em 1924. O filme, um clássico do cinema sueco em sua era de ouro silenciosa, lançou internacionalmente a estrela Greta Garbo, no papel da condessa Elizabeth Dohna.


 


 


Sobre a autora


Selma Lagerlöf nasceu numa casa senhorial decaída (Märbacka), à qual nunca deixou de ser fiel, tendo publicado no fim da vida um livro de “memórias” da propriedade. A educação básica da futura escritora foi recebida em casa – ao agradecer o prêmio Nobel, ela homenageou o pai por ter lhe transmitido o amor pela palavra escrita –, e a formação de professora se deu em Estocolmo. Aos 33 anos, conseguiu publicar A saga de Gösta Berling depois de ganhar um concurso literário. O romance foi um sucesso imediato que a permitiu largar o magistério para viver de literatura.


 


Com uma produção literária volumosa, a escritora conjugou seu engajamento em várias causas, entre elas o feminismo, o pacifismo e uma efetiva ajuda a judeus para saírem da Alemanha durante a ascensão do nazismo. Foi graças a ela, por exemplo, que a poeta alemã Nelly Sachs, também Nobel de Literatura (1966), pôde escapar, ao lado da mãe, da deportação para um campo de concentração.


 


O espectro de assuntos abordados pela obra de Lagerlöf é vasto. Uma passagem pela Itália deu origem a Os milagres do Anticristo (1897), romance socialista ambientado na Sicília. A história de camponeses suecos que se mudam para a Palestina é o tema de Jerusalém, publicado em dois volumes (1901-1902). Concebido por encomenda como livro didático de geografia, o romance A maravilhosa viagem de Nils Holgersson (seguido por Novas viagens de Nils Holgersson, 1906-1907), que narra as aventuras de um garoto que voa na garupa de um ganso selvagem, tornou-se um grande sucesso, não só na Suécia, e foi traduzido para mais de cinquenta idiomas. Lagerlöf, que teve como companheira de vida a também escritora Sophie Elkan (1853-1921), morreu de uma hemorragia cerebral aos 81 anos, em sua estimada Märbacka.


 


Sobre a edição


O projeto gráfico de A saga de Gösta Berling é de autoria de Paula Astiz e inspira-se nas paisagens nórdicas descritas por Lagerlöf, assim como em seus elementos fantásticos, reforçando o jogo entre real e imaginário (ou invisível).




Tradutor: Guilherme da Silva Braga


Ensaísta: Marguerite Yourcenar


Tradutora do ensaio: Monica Stahel


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