Uma vez, me afoguei no mar. Eu, minha tia, meu irmão e alguns primos nos aventuramos numa praia de Niterói, no Rio de Janeiro, conhecida pelo mar revolto, pelos buracos na areia e pela sujeira da água. Acontece que somos de Minas, e não há água suja nem onda brava que segure um garoto mineiro quando vê o mar pela primeira vez.

 

Eu me lembro de ficar mareado só de olhar a imensidão. O vaivém da água, o chiado da espuma, o zunido do vento nos ouvidos... Cada onda que se quebrava a meus pés puxava consigo meu ponto de equilíbrio. Aos poucos, fui me entregando à pressão e avançando de leve na areia, deixando a água me cobrir as pernas. Os gritos e as risadas da família que brincava por ali agiam como reforço, e a segurança veio chegando com a repetição das ondas. Fui entrando na água, entrando na água – sem saber nadar. Afundei.

 

Abri os olhos – que incrível, a água salgada não arde as retinas. Imediatamente, me dei conta de que tinha sido sugado por um buraco na areia – olha que bonito o brilho da água lá em cima, acho que é o sol. Fui perdendo os sentidos, me debatendo e tentando me agarrar às paredes de areia que me rodeavam, como se escalasse um poço, em vão – estou afogando, não consigo subir. Escuridão e a mão de alguém me puxando pelo braço.

 

Acordei na areia, tossindo água, com as entranhas ardendo e rodeado pela família. Meu primo mais velho me viu afogar e me tirou da água. Só voltei a pisar no mar quase uma vida depois, felizmente alguns anos antes de começar a traduzir Jaqueta Branca, de Herman Melville.

 

Tradutores não podem se afogar.

 

Pés na areia, pés na água

 

Quando recebi o convite da Editora Carambaia para traduzir Jaqueta Branca ou O mundo em um navio de guerra, a sensação de estar diante de um mar aberto retornou com a mesma intensidade de quando vi o mar pela primeira vez: a mareação. Junto dela, a responsabilidade de um clássico nas mãos. Porque todo clássico que se pretende traduzir, principalmente do século XIX para trás, já impõe um primeiro desafio ao tradutor, que, a modo de Borges – ou melhor, de seu personagem Pierre Menard – precisa reconstruir um texto escrito há mais de 150 anos. E, no caso específico de Jaqueta Branca, um texto que não se enquadra muito bem nos rótulos prontos que usamos para engavetar nossas leituras: não é autobiografia, não é romance, não é relato de viagem, e no entanto é tudo isso – um texto que confunde a fronteira que os críticos gostam de delinear quando separam ficção de não ficção.

 

Minha intenção com este texto não chega perto de uma explicação ou de uma análise exaustiva da importância de Jaqueta Branca para a literatura – tarefa que se fadaria ao fracasso antes mesmo de começar. O leitor interessado em se aprofundar no que diz a crítica encontrará ao final uma boa bibliografia de referência, na qual listo os principais textos que me ajudaram a percorrer os meandros da narrativa. Desse modo, o que pretendo aqui é elucidar alguns aspectos culturais importantes de Jaqueta Branca, que fui descobrindo à medida que avançava na tradução e que pautaram muitas das minhas decisões.

 

Costumo dizer que existem tantas definições de tradução quanto existem tradutores, afirmação que se faz ainda mais verdadeira se a restringirmos à tradução literária: é praticamente impossível encontrar duas traduções iguais de um mesmo texto; todas, no entanto, serão traduções, pois há algo que as perpassa e permeia: todas dizem de outro texto, de um modo ou de outro, quase a mesma coisa.

 

Acredito que uma boa tradução não pode ser presa ipsis litteris ao texto original, tampouco solta demais a ponto de perder o vínculo com sua origem. Grosso modo, o tradutor precisa ser capaz de encontrar um equilíbrio entre esses dois polos, e para isso tem de se munir do máximo de elementos contextuais da época em que o texto foi produzido, bem como do ambiente do autor e de seus leitores, para tentar “pensar como eles” – autor e leitor –, e escrever um texto novo que reflita, o máximo quanto possível, o tom e o estilo do autor original. Manter o tom e o estilo do autor, no entanto, não significa escrever como Melville escreveria em 1850, tarefa algo impossível, visto que o ambiente cognitivo e contextual do tradutor está inserido em outra época. A tradução deixa de ser tarefa apenas vocabular e assume a condição de leitura estrutural e ressignificação cultural, um equilíbrio entre a tradução que domestica (pensa apenas no contexto do leitor da tradução) e a que estrangeiriza (pensa apenas em inserir o leitor no texto original).

 

O que soa estranho aos leitores que hoje leem Melville em inglês deve causar estranheza nos leitores atuais que o leem em português. O que flui no texto em inglês deve fluir no texto em português. Esse é o equilíbrio que, a meu ver, o tradutor precisa ter como objetivo. Estabelecendo essa meta como o sentido das regras do jogo da tradução, o tradutor corre menos risco de explicitar o que não deve ser explicitado – e no caso de Melville, há muitas sutilezas e ambiguidades características de seu estilo.

 

Mar adentro

 

É D. H. Lawrence quem diz, em um de seus Ensaios sobre a literatura clássica americana, que Melville é “o mais alto visionário e poeta do mar”. É também ele quem diz que Melville se afasta da humanidade para viver a experiência do mar. Afastar-se da humanidade não implica em isolamento, no entanto, visto que o que Melville mostra em Jaqueta Branca é a existência de uma civilização tal qual vivida no mundo em terra firme.

 

Entregar-se ao texto é entregar-se ao mar.

 

Melville fez quatro viagens marítimas, que seriam posteriormente relatadas em quatro livros: a primeira num paquete em 1839, aos 19 anos (Redburn); depois em dois navios baleeiros em 1840 (Typee e Omoo), e a maior delas, de Honolulu a Boston, numa fragata chamada USS United States: a viagem de 14 meses, feita entre agosto de 1843 e outubro de 1844, serviu de inspiração para os relatos em Jaqueta Branca.

 

Algumas fontes dizem que Melville teve dificuldades em encontrar uma editora nos Estados Unidos para publicar o livro, dada sua crítica à Marinha e seu caráter político. No entanto, depois de um contrato assinado com a Harper & Brothers, Melville viaja para Londres munido das provas impressas do livro e aproveita para fazer algumas alterações no texto, corrigindo-o, acrescentando vários parágrafos e redigindo um prefácio. Apesar disso, o livro foi publicado primeiro em Londres, em dois volumes, em janeiro de 1850, por Richard Bentley, e, dois meses depois, em Nova York, o que levou muitos críticos a acreditar que Melville havia suprimido trechos do livro a partir da edição inglesa, e não o contrário.

 

O livro conta as experiências de um marujo, anônimo para o leitor, apelidado de Jaqueta Branca devido à jaqueta que ele mesmo confecciona para se proteger do frio. Não é à toa que o símbolo central do livro seja essa jaqueta, que o permeia do início ao fim e serve como principal metáfora para expressar a relação de amor e ódio de Melville com as condições de vida no mar. Acontece que as descrições e os fatos do livro são tão realistas que o leitor corre o risco de deixar passar o simbolismo da obra, conectando-se apenas aos aspectos da vida em alto mar.

 

Howard P. Vincent, por exemplo, tem um excelente ensaio sobre esse simbolismo. Além da função óbvia de proteger Melville do frio e do tempo, ele defende o simbolismo psicológico da jaqueta na busca do autor pela autossuficiência. Ao mesmo tempo em que age como segunda pele, um recanto que lhe serviria metaforicamente como a própria casa, repleta de cômodos que o abrigariam junto de seus pequenos pertences, a jaqueta serve para separá-lo dos demais, diferenciá-lo dos outros aos quais se junta, como marinheiro comum, numa jornada de volta para casa. A autossuficiência do autor, no entanto, não demora a se revelar como uma quimera, tão frágil em sua função de proteger – além de encharcar com muita facilidade, a jaqueta coloca sua vida em risco diversas vezes ao longo da viagem.

 

Robert K. Wallace fala em quatro níveis simbólicos da jaqueta ao longo da obra: supersticiosamente, a vestimenta leva seus companheiros a confundir Jaqueta Branca com um fantasma; sociologicamente, a jaqueta o separa do restante da tripulação; psicologicamente, ele mesmo se separa do objeto que o nomeia depois de despencar de um mastro; e esportivamente, seus colegas tomam a jaqueta por um tubarão branco e a fazem afundar, atirando-lhe uma chuva de arpões.

 

Interessante notar o subtítulo do livro: o mundo em um navio de guerra. A expressão usada para designar “navio de guerra” é man-of-war, ou “homem de guerra”, em tradução literal. Tradicionalmente, barcos e navios recebem em inglês nomes femininos e são tratados por “elas”. Os “homens de guerra”, então, seriam os navios a vela munidos de canhão, designados à arte militar. Melville, no entanto, só relata a guerra na forma de treinamentos – seus quinhentos marinheiros não enfrentam inimigos externos, mas internos: a falta de sono, de privacidade e de comida, o frio, a disciplina dura, o látego, o tédio, o abuso de poder. No mar alto, mais constante que a guerra são as calmarias. Para nós, homens da terra, é difícil entender o que significa esse microcosmos flutuante; como diz Mary Edwards, pesquisadora da obra de Melville na Universidade de Connecticut, “as tempestades são cheias de emoção, paixão e vida. Mas no cotidiano da navegação, dias de vento e dias de calmaria são muito mais comuns”.

 

Jaqueta Branca foi um livro escrito em nada mais que dois meses. Melville precisava de dinheiro, e o escreveu sem saber muito bem que público atingiria. Chegou a se queixar com o sogro Lemuel Shaw em uma carta, diminuindo o caráter autoral do livro por ter dito mais de como se sentia em relação aos fatos do que criado e desenvolvido personagens e técnicas narrativas – incomodavam-lhe as condições de escrita do livro. Para Melville, por se tratar puramente de uma escrita-trabalho, o mérito literário da obra estaria prejudicado. Mal sabia ele que justamente o afastamento consciente do que considerava autoria literária, em prol da descrição de seus sentimentos perante os fatos, seria a marca característica de uma inovação de estilo numa obra enaltecida posteriormente pela crítica literária.

 

Mas falar de fatos em Jaqueta Branca não é dizer que Melville os tenha vivido necessariamente daquela maneira, embora saibamos, contextualizando a obra, que suas histórias pouco carecem de verdades. Ao dizer “mais de como se sente”, Melville ficcionaliza o que viveu em alto-mar, fazendo questão de deixar claro que há poucas diferenças entre a vida no navio sob os Artigos de Guerra, e a vida em terra firme sob a “égide” da Constituição. Há cenas incríveis no livro que traduzem essa verdade: a amputação da perna de um marujo, quase descrita como uma cena de canibalismo; a visita do imperador dom Pedro II ao navio aportado no Rio de Janeiro; a passagem pelo cabo Horn; a regata disputada com uma fragata inglesa; as descrições sutis de situações homoeróticas; e tantas outras cenas, em especial as flagelações, que Melville faz questão de apresentar como se fossem espetáculos teatrais, com atores e plateia.

 

A Harper & Brothers, editora responsável pela publicação do livro nos Estados Unidos, fez questão de fazer circular a obra entre os membros do Congresso, onde já tramitava um projeto para proibir a flagelação na Marinha – a força do relato de Melville certamente foi decisiva para convencer as autoridades em terra a abolir de vez essa prática. Se, pessoalmente, o que motivou Melville a escrever Jaqueta Branca foi o dinheiro, em um nível mais amplo, como aponta Cindy Weinstein, Melville precisava “corrigir um erro”, ajudando a denunciar a flagelação.

 

A última observação que gostaria de fazer é esta: Melville coloca-se no início de sua narrativa como personagem-autor da jaqueta branca. Se motivado pelo dinheiro e deslocado em relação à própria escrita, não admira sua relação de amor e ódio com a obra-jaqueta, extrapolada à relação de amor e ódio pela obra-livro.

 

Há vários momentos em que podemos comparar a jaqueta com sua própria obra – como no capítulo sobre o leilão, em que ele tenta se livrar da vestimenta e a submete à inspeção do “público exigente”. Sua vontade de se livrar da jaqueta aparece também em outros momentos, como se o criador, movido pela vontade de destruir sua própria obra, armasse ciladas para se separar definitivamente dela – e do livro Jaqueta Branca. Livrar-se dela, mas jamais renegá-la.

 

 

Tormenta e deriva da torna-viagem

 

É sabido que muitos leitores, quando abrem um livro de Melville pela primeira vez, são surpreendidos por estruturas gramaticais não muito comuns, ou por palavras que desconhecem. Essa estranheza não se deve apenas ao vocabulário típico dos marujos do século XIX, ou a palavras que há muito caíram em desuso, mas também ao próprio estilo de Melville e sua maneira muito distinta de usar a pontuação e as orações intercaladas e subordinadas. Tradutores amam esses desafios, são eles que tornam nosso trabalho mais fascinante. Mas o desafio pode se transformar no pesadelo recorrente e conhecido de buscar uma definição no Oxford e só encontrar como exemplo de uso, sem sinônimo, justamente a frase que estamos traduzindo. É inegável, nesse sentido, o importante papel que a obra de Melville desempenha na conservação, na inovação e na renovação da língua inglesa.

 

Falei, no início, do esforço que faz o tradutor para se aproximar do contexto do autor. Uma das diferenças de tradução entre literatura clássica e contemporânea é a impossibilidade de recuperar o leitor clássico. Certamente muitas palavras que causam estranhamento nos leitores contemporâneos da língua inglesa faziam parte do vocabulário comum dos leitores antigos. Manter esse estranhamento nos lugares certos, nos momentos certos, e de maneira equilibrada, foi uma das “regras do jogo” que estabeleci e procurei cumprir; sempre que possível, por exemplo, optei por usar termos introduzidos no português antes do século XX.

 

Num dos raros momentos em que a voz do autor se manifesta sobre a própria escrita, Melville diz, resistindo ao impulso de relatar acontecimentos em terra-firme: “Mas embora eu pudesse escrever alguns capítulos excelentes sobre o assunto, devo mais uma vez me contentar; porque neste livro, nada mais tenho a fazer com o litoral a não ser observá-lo, de vez em quando, desde o mar; somente o meu mundo no navio de guerra servirá de matéria prima para minha escrita; dei minha palavra de que me manteria sobre as águas até a última letra de minha narrativa.”

 

Manter-se sobre as águas não é o que faz o tradutor?

 

Uma das características comuns nos romances marítimos, com o intuito de lhes conferir o máximo de realismo, é a contextualização, muitas vezes em detalhes, do ambiente e da vida no mar. São longos os trechos em que pouco acontece na narrativa, cuja curva cede lugar à criação de um cenário para que o leitor entenda o contexto e se sinta confortável nele – como alguém que, aprendendo a nadar, se deixa guiar dentro da água pela mão do instrutor até adquirir a segurança necessária para boiar dentro da água, ou deixar-se à deriva.

 

Em Jaqueta Branca, no entanto, Melville segue na contracorrente e experimenta com essa estrutura. O narrador, que por vezes aparece em primeira pessoa, e outras como alguém a quem ele se refere como um observador dos eventos no navio, age poucas vezes como personagem; e os trechos explicativos, permeados de “pormenores inúteis”, aparecem em todo o livro, sem uma curva narrativa bem delimitada. Essa forma de tessitura quase fragmentada em termos temporais funciona como ondas revoltas para o leitor, que se vê desafiado o tempo todo, em sua deriva, pela reviravolta dos ventos e das correntes.

 

Roland Barthes diz que a crítica estrutural costuma não levar em conta um elemento importante dos textos, o qual ele nomeia “pormenor inútil”, algo inevitável em toda narrativa ocidental: palavras que figuram no texto aparentemente como uma “notação insignificante” – o nome de uma coisa que teoricamente não serviria para nada –, mas justamente por serem situadas é que cumprem uma tarefa descritiva. A solidão dos pormenores é o que faz com que tudo na narrativa seja significante. O pormenor é estilo.

 

Insisto nesses pormenores porque a atividade tradutória, assim como a crítica, também corre o risco de dar menos atenção a eles. Mas a aparente carência de significado dessas notações é, segundo Barthes, o que produz o “efeito de real” no texto, o caráter de verdade na literatura moderna. E embora Melville seja geralmente colocado no hall dos escritores modernistas, lá estão em sua obra muitos elementos que viriam a ser característicos do realismo. Em Jaqueta Branca são muitos esses pormenores – agora, depois de descritos, digo que nada inúteis; e se neste livro estão as sementes de um possível realismo, ele começa a germinar em Billy Budd, escrito 32 anos depois e publicado postumamente, em 1924.

 

Quando entra no mar – e cada nova tradução é uma nova série de mergulhos –, o tradutor se deixa conduzir pela mão do autor, solta o corpo, ainda que desconfiado, e se deixa levar pelo amparo. Engole água de vez em quando, perde o fôlego, deixa-se cegar pelo brilho do sol ou pouco enxerga à noite, com o luar difuso. Mas não pode perder o ponto de equilíbrio. Deve ater-se aos pormenores.

 

É papel do tradutor servir o leitor com águas estrangeiras para que este escolha se banhar delas, afogar-se nelas, beber delas. Espero ter cumprido esse papel.

 

Melville nos diz: “Minhas experiências livrescas a bordo da fragata são o exemplo de um fato que todo amante de livros deve ter vivido antes de mim: embora as bibliotecas públicas tenham uma atmosfera imponente e sem dúvida contenham títulos inestimáveis, por algum motivo os livros mais agradáveis, gratificantes e que nos fazem mais companhia são aqueles que escolhemos por acaso, aqui e ali; aqueles que parecem colocados na nossa mão pela Providência; aqueles de poucas pretensões, mas que têm muito a oferecer.”

 

Rogério Bettoni, tradutor.

 


Ao final desta viagem, de jaqueta branca em mãos, gostaria de agradecer ao Bernardo Malamut, pelo suporte durante os longos meses em que me dediquei a essas linhas; à Ludmila Zago, por me mostrar mais de Roland Barthes e me ajudar a ver os efeitos de real; e ao Tomaz Tadeu, meu amigo e colega tradutor, por ter lido vários trechos e me ajudado a ouvir a voz de Melville no meio da deriva – e nos remoinhos do percurso.


 

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