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J. M. Coetzee

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Ensaios recentes – textos sobre literatura (2006-2017)

J. M. Coetzee

Disponível: Em estoque

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Ficha Técnica

Dimensão 13 x 21 cm
Idioma Português
ISBN 978-65-86398-13-7
Número de páginas 352
Ano de publicação 2020
Acabamento e encadernação Capa dura

Sinopse

Coletânea de ensaios reúne a produção crítica mais recente do premiado escritor sul-africano J. M. Coetzee. Com 23 textos, ela compõe um panorama crítico da literatura mundial, feito por um dos mais renomados autores contemporâneos. Da análise de obras célebres de autores europeus e russos à crítica detalhada de obras produzidas na Argentina, Austrália ou Namíbia, passando por escritores de períodos mais remotos.



Ao conceder o Nobel de Literatura a J. M. Coetzee, em 2003, a Academia Sueca elogiou “a composição habilidosa, os diálogos férteis e o brilho analítico” dos romances do escritor sul-africano. Esse rigor que o autor, que completou 80 anos em 2020, aplica a sua obra ficcional está presente nestes ensaios sobre literatura. Neles, o romancista e professor universitário recorre a dados biográficos, correspondências e parentescos literários como instrumentos de análise.



Lançado simultaneamente a Mecanismos internos, que contém artigos publicados entre os anos 2000 e 2005, Ensaios recentes reúne sua produção crítica escrita entre 2006 e 2017. Nos 23 textos, destacam-se artigos iluminadores sobre obras que poderiam ser consideradas exauridas de tão célebres, como Madame Bovary, de Gustave Flaubert, A morte de Ivan Ilitch, de Liev Tolstói, e Os sofrimentos do jovem Werther, de J. W. Goethe, ou a obra de escritores de épocas mais remotas, como Daniel Defoe.



Neste segundo volume, Coetzee amplia a análise sobre autores que abordou no primeiro, como Robert Walser, Philip Roth e Samuel Beckett. Do último, que foi objeto da pesquisa de doutorado de Coetzee, o volume traz quatro ensaios, dedicados a seus romances. Outro autor estudado pelo escritor no início da carreira e retomado neste livro é Ford Madox Ford, tema de sua dissertação de mestrado no Reino Unido. A seleção conta ainda com um belo ensaio sobre Zama, do argentino Antonio Di Benedetto, traz textos sobre os australianos Patrick White e Les Murray, além de um artigo sobre o interessante diário de Hendrik Witbooi, chefe de um dos grupos Khoisan, povos originários da Namíbia, no qual comenta o processo da ocupação europeia pelo interior do continente africano e seu projeto de genocídio.



John Maxwell Coetzee – que substituiria o nome do meio por Michael em sua assinatura literária – nasceu em 1940 na Cidade do Cabo, África do Sul, em uma família descendente de boêres, holandeses que chegaram ao país no século XVII e deram origem ao idioma dos brancos no país, o africâner. O regime de segregação racial foi tema de seus primeiros romances e está, de uma forma ou de outra, inscrito em toda a sua obra.



O pai de Coetzee era funcionário público e a mãe, professora. Em casa era falado o inglês, mas usava-se o africâner externamente. Coetzee, que adotaria o inglês como língua literária, passou a maior parte da infância na Cidade do Cabo. Depois de um período no Reino Unido, onde trabalhou como programador de computadores na IBM, Coetzee mudou-se para os Estados Unidos para dar aulas de literatura em universidades. Publicou em 1974 seu primeiro livro, Terras de sombras, e teve o nome projetado internacionalmente com a distopia À espera dos bárbaros, de 1980. O escritor foi o primeiro a ter duas obras reconhecidas com o prestigioso Booker Prize. Recebeu o primeiro em 1983, pelo livro Vida e época de Michael K., uma alegoria do apartheid; e o segundo, em 1999, por Desonra, que se tornou o romance mais conhecido, e lhe rendeu também uma avalanche de críticas. No enredo, a filha do narrador, branca, é estuprada por um grupo de negros. Aclamado no exterior, o livro foi mal recebido na África do Sul, acusado por não contribuir para a pacificação entre brancos e negros depois do fim do apartheid.



Depois dessa repercussão, Coetzee mudou-se para a Austrália, onde se naturalizou em 2006. Os romances mais recentes do autor pertencem a duas trilogias, a autobiográfica Cenas da vida na província (Infância, Juventude e Verão) e a série distópica composta por A infância de Jesus, A vida escolar de Jesus e A morte de Jesus.




As capas dos dois volumes, baseadas em composições tipográficas, são de autoria do Estúdio Campo. Os livros saem pelo selo Ilimitada, cujo projeto gráfico é do Bloco Gráfico. Os textos de apresentação de Mecanismos internos e Ensaios recentes são do jornalista Márcio Ferrari, e os volumes trazem índices remissivos com a relação dos autores e obras citados.



Tradução: Sergio Flaksman


Projeto gráfico: Estúdio Campo


Apresentação: Márcio Ferrari

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