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Max Jacob

Max Jacob nasceu em 1876 em Quimper, na Bretanha, numa família judia pobre. Em 1894 mudou-se para Paris, onde viria desempenhar um papel decisivo nas artes, sobretudo na poesia que se produzia nos círculos boêmios da região de Montmartre – os quais ele frequentava vestido de maneira inconfundível, com cartola, sobrecasaca e monóculo. Foi um dos primeiros intelectuais a valorizar a pintura de Pablo Picasso e tornou-se amigo íntimo do poeta Guillaume Apollinaire, além de interlocutor frequente do compositor Erik Satie e do pintor Amedeo Modigliani. Jacob converteu-se ao catolicismo em 1909, quando disse ter tido uma visão de Cristo. Manteve-se oscilante entre a penitência e a boêmia até se retirar para uma vida semimonástica na abadia de Saint Benoît-sur-Loire, período em que se dedicou à pintura. Apesar da conversão, por causa de sua origem judaica foi capturado por oficiais da Gestapo em fevereiro de 1944 ao voltar de uma missa. Enviado ao campo de deportação de Drancy, perto de Paris, morreu dias antes de ser transferido para o campo de Auschwitz, aos 67 anos.

Com um estilo marcado por jogos de linguagens e um olhar clínico para os costumes burgueses, em que o humor caminha lado a lado com experiências místicas, a produção literária de Jacob tem entre seus títulos mais importantes a coleção de poesia em prosa Uma caixa de dados (1917), as meditações de A defesa de Tartufo (1919), o longo poema em forma de bric-à-brac O laboratório central (1921) e o romance Filibuth ou O relógio de ouro (1922). O gabinete negro começou com uma reunião de seis cartas publicadas numa revista de tiragem limitada em 1922. Teve nova edição, aumentada, em 1928, e ganhou forma definitiva, com mais cinco cartas, em 1968. Esta é a versão utilizada nesta edição. Embora nunca lançada no país, a literatura de Jacob, lida no original francês, despertou entusiasmo em alguns de seus contemporâneos modernistas brasileiros, como Oswald de Andrade, Carlos Drummond de Andrade e Sérgio Buarque de Holanda, que saudava o “realismo fino e aristocrático” do autor.

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O gabinete negro – cartas com comentários

Max Jacob

Disponível: Em estoque

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Ficha Técnica

Dimensão 15,5 x 21cm
Volume 1
Editora Carambaia
Idioma Português
ISBN 978-85-69002-34-5
Número de páginas 248
Peso 385 gramas
Ano de publicação 2018
Acabamento brochura com baixo relevo
Tiragem 1.000

Saiu na imprensa

Folha de S.Paulo - Max Jacob acerta em crítica de costumes e sátira de linguagem, por Miguel Conde - 07/04/2018

Nexo - ‘O gabinete negro’: um romance cubista. - 13/02/2018

CBN - Clube do Livro - ‘O gabinete negro’ é um volume de cartas ficcionais, por José Godoy - 13/02/2018

Guia 21 - CARAMBAIA lança obra inédita do escritor francês Max Jacob, por Milton Ribeiro - 06/02/2018

O Estado de São Paulo - CARTAS - Registros fictícios, por Maria Fernanda Rodrigues - 09/12/2017

Sinopse

O gabinete negro é uma compilação de cartas, em sua maior parte fictícias, criada pelo romancista, poeta e pintor francês Max Jacob (1876-1944), figura central no cenário das vanguardas parisienses do início do século XX. A obra, inédita no Brasil, representa um dos melhores exemplos da estética cubista na literatura.


 


A seleção de cartas, publicadas em 1922 e posteriormente aumentada em 1928, são, segundo o professor Pablo Simpson, especialista na obra de Jacob e autor do posfácio da edição brasileira, “um espaço de criação intelectual admirável”. O escritor situa as missivas em épocas diversas – do século IX ao XX –, e assume diferentes registros de texto – da mãe para a filha, do pai para o filho, da empregada para a patroa, até uma bula papal do século IX –, numa multiplicação de escritas tecida habilmente pelo autor, como analisa Simpson.


 


As cartas quase não têm relação entre si, o que distancia o livro do formato tradicional dos romances epistolares. Há todo tipo de queixa, pedido, conselho, descrição e declaração nos textos assinados por personagens variados. Não é difícil perceber nesses fragmentos a possibilidade de desdobramento em novelas e romances, e de fato alguns personagens estão presentes em outras obras de Jacob.


 


As missivas são, em boa parte, seguidas de comentários de autoria desconhecida, indicando a existência de um terceiro leitor, ao qual o título do livro se refere: o “gabinete negro” era o serviço de espionagem do Antigo Regime, que interceptava e abria cartas por ordem governamental para detectar trechos comprometedores ou ameaçadores da “ordem”. Diante desses comentários, o leitor final, com o livro em mãos, se depara com o próprio voyeurismo.


 


Os efeitos cômicos são inevitáveis a partir da tensão entre as formalidades da escrita epistolar e o conteúdo das mensagens, cheias de pequenas intrigas e grandes desaforos. A primeira carta do volume já evidencia esse dispositivo: nela, um pai furioso comunica ao filho que deixará de custear os seus estudos depois que o jovem rouba sua amante. Noutra, uma senhora desgostosa com os costumes modernos da capital francesa recomenda à filha os melhores modelos de vestimenta para uma dama da sociedade. Religiosos e juristas entram em cena para tratar de supostos desvios morais de moças libertinas e rapazes vadios.


 


O autor se oculta sob os personagens e, sempre com a intenção de juntar peças que ora esclarecem, ora confundem o leitor, constrói um mosaico cheio de arestas e confrontos, em chave de sátira de costumes. O jogo de simulações é tal que duas das cartas presentes no volume são verídicas e, no entanto, como observa Pablo Simpson, parecem as mais inverossímeis.


 


O autor


Max Jacob nasceu em 1876 em Quimper, na Bretanha, numa família judia pobre. Em 1894 mudou-se para Paris, onde viria desempenhar um papel decisivo nas artes, sobretudo na poesia que se produzia nos círculos boêmios da região de Montmartre – os quais ele frequentava vestido de maneira inconfundível, com cartola, sobrecasaca e monóculo. Foi um dos primeiros intelectuais a valorizar a pintura de Pablo Picasso e tornou-se amigo íntimo do poeta Guillaume Apollinaire, além de interlocutor frequente do compositor Erik Satie e do pintor Amedeo Modigliani. Jacob converteu-se ao catolicismo em 1909, quando disse ter tido uma visão de Cristo. Manteve-se oscilante entre a penitência e a boêmia até se retirar para uma vida semimonástica na abadia de Saint Benoît-sur-Loire, período em que se dedicou à pintura. Apesar da conversão, por causa de sua origem judaica foi capturado por oficiais da Gestapo em fevereiro de 1944 ao voltar de uma missa. Enviado ao campo de deportação de Drancy, perto de Paris, morreu dias antes de ser transferido para o campo de Auschwitz, aos 67 anos.


 


Com um estilo marcado por jogos de linguagens e um olhar clínico para os costumes burgueses, em que o humor caminha lado a lado com experiências místicas, a produção literária de Jacob tem entre seus títulos mais importantes a coleção de poesia em prosa Uma caixa de dados (1917), as meditações de A defesa de Tartufo (1919), o longo poema em forma de bric-à-brac O laboratório central (1921) e o romance Filibuth ou O relógio de ouro (1922). O gabinete negro começou com uma reunião de seis cartas publicadas numa revista de tiragem limitada em 1922. Teve nova edição, aumentada, em 1928, e ganhou forma definitiva, com mais cinco cartas, em 1968. Esta é a versão utilizada nesta edição. Embora nunca lançada no país, a literatura de Jacob, lida no original francês, despertou entusiasmo em alguns de seus contemporâneos modernistas brasileiros, como Oswald de Andrade, Carlos Drummond de Andrade e Sérgio Buarque de Holanda, que saudava o “realismo fino e aristocrático” do autor.


 


Tradução e Posfácio


A versão em português de O gabinete negro – cartas com comentários é de Luiz Dantas, que foi professor do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (IEL-Unicamp). Falecido em 2008, deixou inédita a tradução. Sua família doou os direitos de sua publicação para um hospital filantrópico especializado em oncologia e hematologia pediátrica de Campinas (SP). O posfácio é de Pablo Simpson, professor do Departamento de Letras Modernas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de São José do Rio Preto (SP).


 


O projeto gráfico


O projeto gráfico, de autoria de Paula Astiz, inspira-se na leitura clandestina empreendida pelo Gabinete Negro do Antigo Regime: para que o leitor consiga ler os comentários, precisa manipular as páginas, com dobras escondidas, como se estivesse abrindo e fechando as cartas – assim como faziam os censores franceses.


 


Tradução e Posfácio: Luiz Dantas


Projeto gráfico: Paula Astiz

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