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Raul Brandão

Raul Germano Brandão nasceu na Foz do Douro, localidade da cidade do Porto, filho e neto de pescadores. Seguiu carreira militar, embora tenha se mantido restrito às atividades burocráticas do Exército, o que permitiu que se dedicasse paralelamente ao jornalismo, nas funções de repórter e cronista. Quando se aposentou, aos 45 anos, tornando-se exclusivamente escritor, morava em uma quinta nos arredores da cidade de Guimarães. Até os 63 anos, quando morreu em Lisboa, produziu intensamente como memorialista, romancista, autor de ficção histórica, ensaísta e dramaturgo.

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Húmus

Raul Brandão

Disponível: Em estoque

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Ficha Técnica

Dimensão 13 x 18
Volume 1
Editora Carambaia
Idioma Português
ISBN 978-85-69002-31-4
Número de páginas 312
Peso 430 gramas
Ano de publicação 2017
Acabamento Capa dura com detalhe em hotstamp
Tiragem 1.000

Saiu na imprensa

Folha de São Paulo - Precursor do modernismo português, 'Húmus' é publicado no Brasil, por Manuel da Costa Pinto - 28/01/2018

O Globo - Tesouro do modernismo português, 'Húmus' é reeditado após quase 100 anos, por Victor Calcagno - 12/01/2018

O Globo - Em 'Húmus', Raul Brandão antecipa estratégias narrativas, por Luci Ruas - 12/01/2018

Zero Hora - Mundo Livro: Confira novidades e indicações de leitura, por Alexandre Lucchese e Carlos André Moreira - 04/01/2018

Guia 21 - Carambaia lança o célebre ‘Húmus’, de Raul Brandão, no Brasil, por Milton Ribeiro - 06/11/2017

O Estado de São Paulo - Centenário, por Maria Fernanda Rodrigues - 27/10/2017

Sinopse

Um dos marcos fundamentais da literatura portuguesa do século XX, Húmus completou em 2017 seu centenário, coincidindo com os 150 anos do nascimento de seu autor, Raul Brandão (1867-1930). Obra inclassificável, que se equilibra em algum ponto entre romance, ensaio e prosa poética, é tão reverenciada quanto pouco lida – a edição brasileira anterior saiu em 1921. Esta versão segue o texto de 1926, retrabalhado pelo autor.


 


Em Húmus, referência à matéria orgânica feita de decomposição, que Brandão evoca como fim e recomeço de toda a vida sobre o planeta, o formato é de diário e o cenário é uma vila modorrenta habitada por figuras ancestrais e quase estáticas, absorvidas por rotinas banais. “Seres e coisas criam o mesmo bolor, como uma vegetação criptogâmica, nascida ao acaso num sítio úmido”, constata um narrador atormentado pelo absurdo à sua volta. Seu interlocutor é uma figura enigmática e provocadora, o Gabiru, que às vezes se sobrepõe ao próprio “eu” do autor. Outros personagens fantasmagóricos surgem e desaparecem até que uma ideia, a rigor inconcebível, começa a tomar vulto: a supressão da morte.


 


Para muitos críticos, Brandão representa, com Húmus, um dos alicerces inaugurais do modernismo português, ao lado de nomes mais conhecidos, como os poetas Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros, integrantes do grupo ligado à revista Orpheu


 


O autor


Raul Germano Brandão nasceu na Foz do Douro, localidade da cidade do Porto, filho e neto de pescadores. Seguiu carreira militar, embora tenha se mantido restrito às atividades burocráticas do Exército, o que permitiu que se dedicasse paralelamente ao jornalismo, nas funções de repórter e cronista. Quando se aposentou, aos 45 anos, tornando-se exclusivamente escritor, morava em uma quinta nos arredores da cidade de Guimarães. Até os 63 anos, quando morreu em Lisboa, produziu intensamente como memorialista, romancista, autor de ficção histórica, ensaísta e dramaturgo.


Por sua instigante permanência, Brandão mereceu reconhecimento de boa parte dos grandes autores portugueses que vieram depois. José Saramago, Almeida Faria, José Cardoso Pires e Herberto Helder, assim como a angolana Djaimila Pereira de Almeida, reverenciam sua influência. Helder, no centenário de Brandão (1967), preparou um livro inteiro que é um poema também chamado Húmus. A atualidade do autor foi atestada ainda pelo último longa-metragem de Manoel de Oliveira (2012), adaptação da peça teatral O gebo e a sombra.


 


O projeto gráfico


Com projeto gráfico de Mayumi Okuyama, inspirado nas manchas e porosidades das casas da vila, o livro reproduz desenhos da artista Maria Laet, nas capas e guardas do volume, que acentuam as referências geológicas e orgânicas do texto de Raul Brandão.


 


Posfácio: Leonardo Gandolfi


Projeto gráfico: Mayumi Okuyama


Ilustrações: Maria Laet

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