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Teresa de la Parra

Ana Teresa Parra Sanojo (nascimento: Paris, 5 de outubro de 1889 - morte: Madri, 23 de abril de 1936) foi uma escritora venezuelana, mais conhecida como Teresa de la Parra.
Até hoje a única mulher escritora que repousa no Panteão Nacional da Venezuela, viveu entre a Europa e a Venezuela. Filha de um diplomata venezuelano, nasceu em Paris, cresceu em uma fazenda nos arredores de Caracas e, após a morte do pai, mudou-se para a Espanha. Na contramão dos usos e costumes da época, não se casou e levou uma vida independente. Diagnosticada com uma grave doença no pulmão, passou os últimos anos de sua vida em sanatórios na Europa. Além de "Ifigênia" (de 1924, revisto em 1928), deixou o romance "Las memórias de Mamá Blanca" (1929), contos publicados na imprensa, cartas, fragmentos de diários e um volume com a transcrição de três conferências que proferiu em 1930 em Bogotá sobre a “influência das mulheres na formação da alma americana”.

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Ifigênia

Teresa de la Parra

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Ficha Técnica

Dimensão 14 x 23 cm
Volume 1
Idioma Português
ISBN 978-85-69002-17-8
Número de páginas 544
Peso 811 gramas
Ano de publicação 2016
Acabamento Capa dura com sobrecapa
Tiragem 1.000

Saiu na imprensa

Folha de S.Paulo - Leia trecho de "Ifigênia", da venezuelana Teresa de la Parra - 07/08/2016.

Diário Catarinense - O mês de agosto é delas, por Carlos Schroeder - 17/08/2016

Taofeminino - Literatura que empodera: conheça cinco escritoras latino-americanas, por Mirela Mazzola - 27/09/2016

Valor Econômico - Ifigênia, por Marina Della Valle - 30/09/2016

Folha de S.Paulo "Ifigênia" é a obra emblemática do feminismo latino-americano, por Maria Esther Maciel - 01/10/2016

Jornal Rascunho -  Vozes clandestinas, por Gisele Eberspächer - 10/2016

 

 

Sinopse

María Eugenia Alonso tem 18 anos quando perde o pai e precisa deixar a Europa, onde viveu por doze anos, para retornar a sua Venezuela natal. O impacto da troca de Paris, em plena efervescência cultural dos anos 1920, pela monótona e conservadora Caracas, onde ela vai morar com a tia e a avó, a inspira a registrar suas impressões em um diário. Esse é o mote de Ifigênia, diário de uma jovem que escreveu porque estava entediada, da venezuelana Teresa de la Parra (1889-1936), autora inédita no Brasil.




A nova vida de María Eugenia revela a realidade das mulheres na Venezuela no início do século XX, “submetidas a um modelo de resignação, quando nada mais lhes restava senão o ‘bom matrimônio’ com um homem de posses”, como descreve Tamara Sender, tradutora e autora do posfácio do livro. O contraste com a realidade de Paris e a crítica à posição da mulher na sociedade caraquenha da época fez com que Ifigênia – cujo título remete à heroína grega que simboliza o sacrifício feminino – se tornasse um dos ícones da literatura feminista latino-americana da primeira metade do século XX. Publicado inicialmente em Paris, em 1924, o livro escandalizou alguns leitores venezuelanos e foi considerado por moralistas como “pérfido e perigosíssimo na mão das moças contemporâneas”, como relatou a própria autora.


 


Teresa de la Parra, até hoje a única mulher escritora que repousa no Panteão Nacional da Venezuela, também viveu, como sua protagonista, entre a Europa e a Venezuela. Mas no sentido inverso. Filha de um diplomata venezuelano, nasceu em Paris, cresceu em uma fazenda nos arredores de Caracas e, após a morte do pai, mudou-se para a Espanha. Na contramão dos usos e costumes da época, não se casou e levou uma vida independente. Diagnosticada com uma grave doença no pulmão, passou os últimos anos de sua vida em sanatórios na Europa. Além de Ifigênia (de 1924, revisto em 1928), deixou o romance Las memorias de Mamá Blanca (1929), contos publicados na imprensa, cartas, fragmentos de diários e um volume com a transcrição de três conferências que proferiu em 1930 em Bogotá sobre a “influência das mulheres na formação da alma americana”.


 


Tradução: Tamara Sender


Projeto gráfico: Bloco Gráfico

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