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J. M. Coetzee

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Mecanismos internos – textos sobre literatura (2000-2005)

J. M. Coetzee

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Ficha Técnica

Dimensão 13 x 21 cm
Idioma Português
ISBN 978-65-86398-00-7
Número de páginas 384
Ano de publicação 2020
Acabamento e encadernação Capa dura

Sinopse

Além de ser um dos principais romancistas vivos, premiado em 2003 com o Nobel, o sul-africano J. M. Coetzee é também autor de refinados ensaios. Mecanismos internos – textos sobre literatura (2000-2005) reúne 21 textos do romancista sobre outros escritores. Neles, quem fala é o professor de literatura e crítico literário, funções que o autor octogenário exerce desde muito jovem.



Os textos que compõem a edição foram publicados entre 2000 e 2005, alguns como introduções de livros e a maioria como resenhas na New York Review of Books. Dos autores analisados, todos começaram a produzir no século XX, com exceção de Walt Whitman. E sete, como Coetzee, foram premiados com o Nobel de Literatura: William Faulkner, Samuel Beckett, Saul Bellow, Gabriel García Márquez, Nadine Gordimer, Günter Grass e V. S. Naipaul. Também tem um peso importante a vivência dos totalitarismos da primeira metade do século XX, sobretudo nos autores de língua alemã, como Robert Musil e Walter Benjamin.



Os ensaios de Coetzee não são apresentações, tampouco homenagens. O empenho demonstrado em cada texto para iluminar as obras em questão nunca é menos que rigoroso. Coetzee compara traduções e biografias, passa em revista as referências intelectuais e leituras dos autores analisados, busca paralelos em outras obras e encontra influências insuspeitas.



Extremamente contido em suas aparições e declarações públicas, Coetzee não se esquiva de dar opiniões nos ensaios deste livro, criando um impressionante painel de conquistas e frustrações da literatura contemporânea ao testar limites, como ele próprio faz em sua obra mais recente.



A este volume segue-se outro, com novos textos de Coetzee sobre outros autores, Ensaios recentes, reunindo artigos escritos entre 2006 e 2017. Nesse segundo tomo, Coetzee retrocede a autores de épocas mais remotas, como Daniel Defoe, Nathaniel Hawthorne, J. W. Goethe, Gustave Flaubert e Liev Tolstói, e retorna a outros três: Walser, Beckett e Philip Roth, entre outros.



John Maxwell Coetzee – que substituiria o nome do meio por Michael em sua assinatura literária – nasceu em 1940 na Cidade do Cabo, África do Sul, em uma família descendente de boêres, holandeses que chegaram ao país no século XVII e deram origem ao idioma dos brancos no país, o africâner. O regime de segregação racial foi tema de seus primeiros romances e está, de uma forma ou de outra, inscrito em toda a sua obra.



O pai de Coetzee era funcionário público e a mãe, professora. Em casa era falado o inglês, mas usava-se o africâner externamente. Coetzee, que adotaria o inglês como língua literária, passou a maior parte da infância na Cidade do Cabo. Depois de um período no Reino Unido, onde trabalhou como programador de computadores na IBM, Coetzee mudou-se para os Estados Unidos para dar aulas de literatura em universidades. Publicou em 1974 seu primeiro livro, Terras de sombras, e teve o nome projetado internacionalmente com a distopia À espera dos bárbaros, de 1980. O escritor foi o primeiro a ter duas obras reconhecidas com o prestigioso Booker Prize. Recebeu o primeiro em 1983, pelo livro Vida e época de Michael K., uma alegoria do apartheid; e o segundo, em 1999, por Desonra, que se tornou o romance mais conhecido, e lhe rendeu também uma avalanche de críticas. No enredo, a filha do narrador, branca, é estuprada por um grupo de negros. Aclamado no exterior, o livro foi mal recebido na África do Sul, acusado por não contribuir para a pacificação entre brancos e negros depois do fim do apartheid.



Depois dessa repercussão, Coetzee mudou-se para a Austrália, onde se naturalizou em 2006. Os romances mais recentes do autor pertencem a duas trilogias, a autobiográfica Cenas da vida na província (Infância, Juventude e Verão) e a série distópica composta por A infância de Jesus, A vida escolar de Jesus e A morte de Jesus.




As capas dos dois volumes, baseadas em composições tipográficas, são de autoria do Estúdio Campo. Os livros saem pelo selo Ilimitada, cujo projeto gráfico é do Bloco Gráfico. A tradução é de Sergio Flaksman e os textos de apresentação são do jornalista Márcio Ferrari. Ambos os volumes trazem índices remissivos com a relação dos autores e obras citados.



Tradução: Sergio Flaksman


Projeto gráfico: Estúdio Campo


Apresentação: Márcio Ferrari

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