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Marquês de Sade

Donatien Alphonse François de Sade passou quase metade de seus 74 anos de vida encarcerado sob acusação de promover orgias, praticar abusos sexuais e provocar danos físicos. Só assinou duas obras durante a vida – além de "Crimes do amor", o romance epistolar "Aline e Valcour" (1795). O período de cinco anos que passou na Bastilha terminou em 1789, poucos dias antes de o presídio ser invadido pelos revolucionários. Sade, que via na queda da monarquia a possibilidade de surgimento de uma época de liberdade irrestrita, se engajou na nova ordem, mas seria preso de novo durante o período do Terror. Mais tarde, também o regime de Napoleão o jogaria na cadeia. Durante o século XIX, a obra e a pessoa de Sade foram submetidas ao esquecimento forçado, embora manuscritos clandestinos circulassem por mãos célebres como as de Stendhal e Flaubert. Somente no século XX a literatura de Sade voltou à luz, atraindo o interesse de pensadores como Georges Bataille, Theodor Adorno e Simone de Beauvoir.

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Novelas trágicas

Marquês de Sade

Disponível: Em estoque

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Ficha Técnica

Dimensão 15 x 23 cm
Volume 1
Editora Carambaia
Idioma Português
ISBN 978-85-69002-30-7
Número de páginas 328
Peso 520 gramas
Ano de publicação 2017
Acabamento brochura com invólucro de plástico
Tiragem 1.000

Saiu na imprensa

O Globo - Crítica: ‘Novelas trágicas’, de Marquês de Sade, é uma amostra de faceta 'boazinha' e séria do 'autor', por Nelson Vasconscelos - 17/02/2018

O Estado de São Paulo - 'Novelas Trágicas' revelam Marquês de Sade comportado, mas não menos perverso, por Ronaldo Bressane - 06/01/2018

Nexo - Novelas trágicas’: ficção de Marquês de Sade - 16/11/2017

Metróples - Textos nada eróticos de Marquês de Sade chegam ao Brasil, por Paulo Lannes - 11/11/2017

Diário Catarinense - Livro reúne ensaio e novelas não eróticas do Marquês de Sade, por Carlos Henrique Schroeder - 08/11/2017

Sinopse

A primeira singularidade das Novelas trágicas é que são textos do Marquês de Sade (1740-1814) destituídos de descrições de atos sexuais e torturas. Foram escritos entre 1787 e 1788, enquanto ele estava preso na Bastilha, onde se originaram também algumas de suas obras libertinas mais conhecidas, como 120 dias de Sodoma. Ao que tudo indica, Sade escreveu essas novelas em busca de reconhecimento literário e para tentar convencer seus leitores de que não era o autor de livros obscenos que circulavam clandestinamente e sem assinatura. O projeto de narrar histórias “contidas nas regras do pudor e da decência” rendeu dezenas de novelas, das quais onze foram publicadas apenas em 1799, com o título de Crimes do amor: novelas heroicas e trágicas. O volume é composto por cinco textos, além do ensaio que Sade escreveu sobre a história e as características do gênero romance, que serviu como prefácio ao conjunto original.



A leitura das Novelas trágicas mostra que Sade cumpriu com dedicação os requisitos que elegeu como obrigações dramáticas do romance, sobretudo compor “personagens vigorosos que, joguetes e vítimas daquela efervescência do coração conhecida com o nome de amor, nos mostram dele, de uma só vez, os perigos e os infortúnios”. Na alma e na ação dos personagens, contudo, esconde-se o mesmo escritor subversivo e cruel das páginas libertinas. O “divino marquês”, como o chamavam os surrealistas, recheou seus “contos de amor” de violência física e psicológica, incesto, cativeiro e assassinatos covardes, entre outras atrocidades. Também estão nessas histórias os pilares da filosofia sadiana: a racionalidade fria e precisa do crime, a execução metódica do desejo, as elucubrações vazias da religião, as ilusões patéticas que alimentam a ideia de virtude.


 


O autor


 


Donatien Alphonse François de Sade passou quase metade de seus 74 anos de vida encarcerado sob acusação de promover orgias, praticar abusos sexuais e provocar danos físicos. Só assinou duas obras durante a vida – além de Crimes do amor, o romance epistolar Aline e Valcour (1795). O período de cinco anos que passou na Bastilha terminou em 1789, poucos dias antes de o presídio ser invadido pelos revolucionários. Sade, que via na queda da monarquia a possibilidade de surgimento de uma época de liberdade irrestrita, se engajou na nova ordem, mas seria preso de novo durante o período do Terror. Mais tarde, também o regime de Napoleão o jogaria na cadeia. Durante o século XIX, a obra e a pessoa de Sade foram submetidas ao esquecimento forçado, embora manuscritos clandestinos circulassem por mãos célebres como as de Stendhal e Flaubert. Somente no século XX a literatura de Sade voltou à luz, atraindo o interesse de pensadores como Georges Bataille, Theodor Adorno e Simone de Beauvoir.


 


O projeto gráfico


 


Luciana Facchini assina o projeto gráfico de Novelas trágicas que traz ilustrações de Zansky e propõe um jogo que remete às atitudes dissimuladas dos personagens das Novelas trágicas e também aos disfarces do próprio autor. O livro vem inserido numa luva que funciona como uma máscara: quando sobreposta aos desenhos, tanto das capas como internos, revela traços escondidos nas ilustrações.


 


Tradução e posfácio: André Luiz Barros


Projeto gráfico: Luciana Facchini


Ilustrações: Zansky

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