Descrição

Los Angeles, anos 1930. Enquanto a economia norte-americana sofre as consequências do crash de 1929, o distrito de Hollywood atrai um grande contingente de pessoas em busca de fama e sucesso no mundo do cinema. É esse o universo em que se situa O dia do gafanhoto, novela escrita por um dos principais prosadores norte-americanos do século XX, Nathanael West (1903-1940).

A narrativa apresenta uma galeria de personagens que circulam pelos estúdios, mansões de milionários, bordéis, rinhas de galo e sets de filmagem da cidade. Entre eles, a tríade formada por Tod Hackett, um jovem artista que ganha a vida desenhando figurinos e cenários; a bela Faye Greener, dançarina aspirante ao estrelato; e Homer Simpson, um contador que se mudara para a Costa Oeste para se recuperar de uma pneumonia. Protagonistas que retratam alguns dos “típicos sujeitos que vão para a Califórnia para morrer”, como descreve o autor.

Publicado pela primeira vez em 1939, O dia do gafanhoto permanece um dos melhores retratos dos bastidores de Hollywood durante a Grande Depressão. Em 1975, foi adaptado para o cinema, em filme homônimo dirigido por John Schlesinger.

O livro traz também uma seleção de contos, ensaios e o único poema escrito por West, revelados no espólio do autor.


Sobre a edição

O projeto gráfico do livro, assinado por Daniel Trench, faz uma referência, por meio de releituras, ao universo gráfico norte-americano dos anos 1930. Desse modo, a capa estampa o detalhe de um cartaz de 1936, desenhado por Martin Weitzman e produzido pela Works and Progress Administration (WPA). Um dos maiores projetos do New Deal, a WPA foi um esforço norte-americano para empregar artistas, escritores, músicos e diretores que sofriam com o desemprego que assolou os Estados Unidos nos anos da Grande Depressão. O cartaz, peça de utilidade pública, promovia, por meio de uma imagem incisiva, o uso de materiais não inflamáveis nos forros das edificações americanas. Já no miolo, as referências aos anos 1930 são tipográficas. As fontes dos títulos e número de página, Circular, tem desenho de inspiração geométrica, que a aproxima do universo art-déco – escola que pautou boa parte dos cartazes de cinema e teatro norte-americanos desse período. O texto corrido segue na Sentinel, cujas formas, de serifas grossas, prestam homenagem às fontes utilizadas na imprensa americana dos tempos de Nathanael West. O volume traz um posfácio assinado pelo pesquisador Alcebíades Diniz, no qual detalha a origem dos textos presentes na seleção, muitos deles inéditos.

Autor(a)

Nathanael West foi o nome assumido por Nathan Weinstein (1903-1940) em sua carreira de escritor, roteirista e satirista norte-americano. Era filho de judeus emigrados da cidade de Kovno (na época localizada na Rússia; hoje, na Lituânia) para Nova York, e que viviam em razoável situação financeira em uma residência de classe média alta em Upper West Side. Depois de um período na Brown University, West se mudou para Paris, onde assumiu o pseudônimo literário.

No final dos anos 1920, a crise econômica afetou sua família, e West teve de trabalhar, ao lado do pai, na construção civil e em outros trabalhos temporários. Dessas experiências tirou substrato para algumas cenas e personagens presentes no livro. Aproveitou também o tempo disponível durante um emprego em um hotel para finalizar alguns textos. Assim concluiu novelas como The Dream Life of Balso Snell (1931), Miss Lonelyhearts (1933). Em 1933, foi contratado pela Columbia Pictures como roteirista de filmes de baixo orçamento. Quando começou a elaborar sua novela mais ambiciosa, O dia do gafanhoto, que lhe consumiu quatro anos de trabalho, vivia, como o protagonista Tod Hackett, em quartinhos no Hollywood Boulevard, local onde pôde conhecer de perto todos os figurantes e aspirantes que sonhavam com o estrelato hollywoodiano.

A carreira de Nathanael West foi interrompida por um acidente de carro, que vitimou também a esposa, Eileen McKenney, enquanto voltavam de uma caçada no México.

Ficha Técnica

Informação Adicional

PDF primeiras páginas Clique aqui para visualizar
Dimensão (cm) 13,5 x 18 x 3,4
Peso (g) 445
Ano de Publicação 2015
Número de Páginas 344
Encadernação e Acabamento Capa dura em papel texturizado
ISBN 978-85-69002-04-8
Escritor(a) Nathanael West
Tradutor(a) Alcebíades Diniz
Ensaísta Alcebíades Diniz
Designer Daniel Trench
Ilustrador(a) Não
Idioma Original Inglês
tradutor_ensaio Não

Saiu na Imprensa

"Em 2011, a obra do escritor nova-iorquino Nathanael West (1903-1940) tornou-se domínio público. O fato tem estimulado novas traduções das suas obras —no Brasil, saiu 'O Dia do Gafanhoto' ('The Day of the Locust', de 1939), em edição que inclui poema, contos e ensaios de West."
Alcir Pécora, Folha de S.Paulo, 28/11/2015

"Nesse painel das misérias humanas que vivem a Depressão dos EUA sob o 'sonho americano', West recorre à bíblica parábola da praga dos gafanhotos para dar sua visão da nascente -e autodevoradora- sociedade do espetáculo. Há, nessa obra seminal da literatura norte-americana do século 20, a confluência da tragédia grega com a experimentação das vanguardas dos anos 1920, em especial o surrealismo, que surge pela força visual da narrativa -em destaque, o apocalíptico final."
Ronaldo Bressane, Folha de S.Paulo, 28/11/2015

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